terça-feira, março 25, 2008

Ontem eu vi um vídeo no youtube da declaração da Hillary Clinton sobre uma viagem que fez à Bósnia. Nessa declaração ele diz que ao chegar no aeroporto ela é recebida por uma verdadeira guerra - com tiros de franco-atiradores e tudo mais! Um verdadeiro caos! Depois dessa declaração, aparece o vídeo da chega dela, onde, contrariando as palavras da protagonista, ela é recebida pelo presidente e o que me pareceu ser a esposa e filha dele. Além de uma comitiva especial e nenhum atirador ou situação de guerra.

Enfim, esse vídeo foi colocado com o nome de "No Sniper Fire: Hillary Lies Again!" Agora, imagina quantos vídeos como esse a gente não poderia fazer com políticos brasileiros! Milhares! Milhões! Mas nenhum deles teria o mesmo impacto, já que aqui isso ou é normal ou a gente ficaria feliz com a possivilidade de alguns deles levarem um tiro.

No Sniper Fire: Hillary Lies Again!

terça-feira, março 18, 2008

Quando eu era pequeno, por volta dos meus 12 anos, eu não sabia da existência da expressão "ficar". Para mim não existia tal situação. Era namorar, ou seja, beijar. Quando eu descobri isso eu achei que fosse a grande novidade do momento, mas hoje me pergunto se era só algo que eu não sabia.

O engraçado é que hoje eu me sinto mais esperto quando me comparo a eu mesmo com 12 anos, mesmo sabendo que eu sou apenas o mesmo com uma conciência de mundo mais complexa e aprofundada, contudo ainda o mesmo e igualmente esperto.

Se existe alguma outra forma de "ficar" ou "namorar", eu, assim como nos meus 12 anos, não sei.

sexta-feira, março 14, 2008

Notícia!



Criaram o site na sala de casa e acabam de vender por 850 milhoes

A nova onda de grandes aquisiçoes no mercado de internet fez 2 novos milionários, Michael e Xochi Birch. Eles sao os fundadores do Bebo, um site de rede social que o casal criou na sala da sua casa, em Sao Francisco, em 2005 - leia materia do Media Guardian, em inglês, aqui. Ontem, a AOL anunciou a compra do Bebo por USD 850 milhoes. O site tem 40 milhoes de usuarios, segundo Reuters e outras fontes. Sua presença nos EUA é pequena - é mais popular na Europa, especialmente na Inglaterra.

Há 3 anos, a News Corp, de Rupert Murdoch, pagou USD 580 milhoes pelo MySpace. De lá para cá, o Google comprou a DoubleClick por USD 3,1 bilhoes, anterior aqui, a Microsoft pagou USD 6 bilhoes pela aQuantive aqui e, mais recentemente, USD 240 milhoes por 1,6% do Facebook, anterior aqui.

Fonte: Blue Bus (acessado em 14/03/2008)



Eu vendo o meu blog por R$ 1,99!!

quarta-feira, março 12, 2008

"Caracu é igual mulher - gostosa pura ou turbinada".

Bom, antes de tudo, e sem hipocrisia, verdade seja dito - ESSA frase resume o povo brasileiro*. Pelo menos, a sua mentalidade, aquela simples lógica que rege todo e qualquer raciocínio. A cerveja ai apenas significa a vontade de cada um, aquela vontade incontrolável de alguma coisa, seja certa ou errada. Quando essa vontade pode ser atendida de forma correta, a mulher é gostosa pura. Agora, quando precisamos de artimanhas para atingir nossos objetivos, acabamos por nos valer de caminho mais sombrios, e, desse modo, burlamos o que é uma regra de boa conduta ou dito como correto. Quando tomamos este atalho - o famoso "jeitinho brasileiro" -, acabamos por "turbinar" a realidade, mascarando o real mediante manipulação do que vemos, somos e fazemos.

Então, assim como a Ambev acha dessa cerveja, eu acho que o brasileiro é como a Caracu - seja gostosa pura, ou turbinada, ele sempre acaba fazendo o que quer.


"Mas o malandro para valer, não espalha,
aposentou a navalha, tem mulher e filho e tralha e tal.
Dizem as más línguas que ele até trabalha,
Mora lá longe chacoalha, no trem da central."
- Chico Buarque.



( * ) - Generalização Apressada (Falsa indução): É o oposto do Dicto Simpliciter. Ocorre quando uma regra específica é atribuída ao caso genérico. Ex: "Minha namorada me traiu. Logo, as mulheres tendem à traição." Mas cada um sabe fazer o seu próprio julgamento do que acha certo ou errado.

quinta-feira, março 06, 2008

Meu nome é Lourenço.

Felizmente sempre gostei do meu nome, mas, como detentor de um nome nada ortodoxo, quero fazer aqui um apelo a todos que ainda não tiveram filhos.


O Apelo.

Por favor, na hora de escolher o nome do seu rebento, pense que é ELE que vai responder a chamada. Ele que vai levar o calvário de tuas escolhas para o resto da vida.

Então, cuidem com as homenagens. Será mesmo que ele quer ser chamado de Erasmo Carlos? Ou Jesus Cristo? Ou Pelé da Silva?

Cuidem com as promessas. Quando você falar "se meu filho nascer saudável, eu vou escolher o nome dele igual ao do santo do dia", digam "se meu filho nascer saudável, eu vou mudar o MEU nome para igual ao do santo do dia". Gente, Altruísmo é chic!

Cuidem com as simbioses de nomes. Nada de um querer um nome e um outro, chegando à conclusão que a melhor coisa e juntar eles. "Eu quero Claudia. Ah, mas eu quero Angélica. Então, vamos chamá-la de Claudiélica!" E não adianta se arrepender depois!

Esse eu nem vou me estender muito: objetos NÃO dão bons nomes próprios. "Alô? A Secadora está?" Não parece certo...

Por favor!! Nomes simples! Daniel. Carlos, com "s". Lucas, com "c" e "s", nada de "k", simplesmente não parece certo. Gustavo, e nada de Gustavus, ninguém aqui vive em 40 a.c, no Império Romano. Guilherme. Juliano. Julio, nada de Julius (idem Gustavus).

Eu peço por aqueles que ainda não podem falar. Por aqueles que ainda não são ridicularizados. Pense nos seus filhos!

Se ele estiver chorando demais, garanto, o problema pode estar no nome!

quarta-feira, março 05, 2008

Review Nunca Feita Antes #1


Bom, hoje faremos uma análise de uma música popular brasileira da banda de forró Saia Rodada. O nome dá música é "Beber, Cair, Levantar", e trata de um convite para uma aventura pelo Brasil.

Antes de ler a review, recomendamos fortemente que escutem a música através do link abaixo:

Saia Rodada - Beber, Cair, Levantar


A análise


Nessa saga, o personagem principal vê seus problemas resolvidos quando segue uma simples filosofia de vida. Com isso, ele percorre vários locais do País, juntando histórias e amigos. Ele fala da simplicidade das pequenas coisas, como, por exemplo, beber até cair e levantar. Assim, fazendo uma analogia ao modo de vida de toda a parcela da população com grandes dificuldades financeiras, que cada dia da vida é uma luta para agüentar a "bebedeira" (dificuldades, como, por exemplo, racismo), "cair" (humilhações e decepções) e "levantar" (pensar em um amanhã melhor).



A letra da Música, com comentários:


Vamos simbora pra um bar
Beber, cair, levantar
Vamos simbora pra um bar
Beber, cair, levantar
Beber, cair, levantar
Beber, cair, levantar
Beber, cair, levantar

Comentário:
o personagem faz o seu convite demonstrando que essa vida difícil não precisa mais ser a única saída. Existe esperança para todos e todos podemos ser felizes. Ele afirma que a felicidade está em beber, cair e levantar. Seguidas vezes.

Vamos simbora pra um bar
Beber, cair, levantar
Vamos simbora pra um bar
Beber, cair, levantar
Beber, cair, levantar
Beber, cair, levantar
Beber, cair, levantar
Beber, cair, levantar
Beber, cair, levantar
Beber, cair, levantar
Beber, cair, levantar

Comentário: não satisfeito com o primeiro convite, ele fala mais uma vez ao seu ouvinte o seu ardiloso plano.

Cara safado
Cara zueira
Só gosta mesmo é de mulher tranqueira
Mulher direita o cara não quer
Fica com raiva e ate briga com a mulher
Eu já quis me mudar pro meu amor
Mas a cachaça me pegou
E a farra agora é meu lugar
Eu já quis me mudar pro meu amor
Mas a cachaça me pegou
E a farra agora é meu lugar

Comentário: aqui ele descreve como ele é - um homem que gosta de mulheres barraqueiras e problemáticas, e que por fim acaba brigando com elas. Ele procura mulheres com esse perfil por ser um homem com grande dificuldade em aceitar relacionamentos longos e estáveis. Diz que tentou já tal tipo de relacionamento, mas frente à impossibilidade de se adaptar às novas exigências, se entregou ao álcool e virou o conhecido bebum de boteco.

Mas se você quiser me acompanhar
Eu vou te convidar pra ir pra onde?

Comentário: como um homem com forte dependência do álcool, ele já não se importa com sua companhia, sendo assim, aceita – ou obriga – qualquer pessoa para escutar seus problemas.

[Bora, bora]

Comentário: "Bora, Bora" também era grito de ataque japonês na 2ª Grande Guerra.

Vamos simbora pra um bar
Beber, cair, levantar
Vamos simbora pra um bar
Beber, cair, levantar
Beber, cair, levantar
Beber, cair, levantar
Beber, cair, levantar
Beber, cair, levantar
Beber, cair, levantar
Beber, cair, levantar
Beber, cair, levantar

Comentário: já embriagado pela cachaça, ele esquece que já havia feito o convite, ele o repete, aumentando, assim, as chances de irritar o seu ouvinte.

Eu já quis me mudar pro meu amor
Mas a cachaça me pegou
E a farra agora é meu lugar
Eu já quis me mudar pro meu amor
Mas a cachaça me pegou
E a farra agora é meu lugar

Comentário:
demonstrando sua embriaguez, ele, como um clássico bebum de boteco, resmunga novamente sobre o seu passado de desilusões amorosas.

Mas se você quiser me acompanhar
Eu vou te convidar pra ir pra onde?

[Bora, bora]

Vamos simbora pra um bar
Beber, cair, levantar
Vamos simbora pra um bar
Beber, cair, levantar
Beber, cair, levantar
Beber, cair, levantar
Beber, cair, levantar
Beber, cair, levantar
Beber, cair, levantar
Beber, cair, levantar
Beber, cair, levantar

Comentário: vendo que já está sendo ignorado, ele segue no seu convite até a derradeira coma alcoólica.

terça-feira, março 04, 2008

Não tem por que escrever linhas e mais linhas, página e mais páginas, se o que queremos dizer pode ser dito em poucas palavras. Tem alguns livros que lemos que claramente podem ser resumidos em poucas linhas. A grande verdade é que um livro não é feito de uma idéia - boa ou ruim -, mas de mágica.

Um bom livro fala de um mundo que existe na imaginação do autor. De uma nova forma de ver o mundo. Como é bom quando lemos um livro e discordamos do personagem principal, mas entendemos suas atitudes.

O problema é quando o livro é visto somente como um produto. Ai vemos "coisas" dignas de uma prateleira no mundo absurdo das coisas bizarras, como, por exemplo, um livro sobre postura otimista que desperdiça dezenas de páginas chamado "O Segredo".

Tá. Eu não tinha nada para escrever, só uma coceira nos dedos.

segunda-feira, março 03, 2008

Um post muuuuito antigo (tem uns erros de código devido ao tempo sem uso):

Aqueles caras do greenpeace s?o uns manés mesmo!!! Tipo, eles reclamam de tudo que agride a natureza... Se matam uma baleia, eles t?o l?! Acho isso super legal... Eu até faria parte, mas prefiro cuidar para que eu n?o fique extinto... Mas t?, o neg?cio é o seguinte: eles n?o d?o bola para as renas!!!! Ninguém se importa com as renas!!!! O s?dico do Sr. Noel vem usando esses animais h? anos num trabalho escravo pq sabe que ninguém se importa com as renas!!! Deve ser por causa dos chifres... Afinal, ninguém se importa com animais que tem chifres... Rinocerontes, touros, ant?lopes, gazelas, cervos e corças, por exemplo, n?o fedem nem cheiram... O ?nico desenho que foi feito com um animal que possui chifre como personagem principal(Bambi, da Disney) é considerado o desenho mais gay do mundo... Ou eles s?o alvo da f?ria humana(touradas) ou de piadas, no caso dos viados... E o engraçado é que o ?nico animal chifrudo e que é vangloriado n?o existe!!! O unic?nio...Mas mesmo quando esse soberbo animal aparece em desenhos ele em algum lugar ganho o papel dado aos seus irm?o de corno: Uni do desenho "caverna do drag?o"... E até mesmo entre os homens ser chifrudo significa ser taipa, mané, broxa... o cara leva o "chifre" e, além de perder a mulher, ganha todos estes t?tulos... Ent?o, se queres matar um animal ou uma grande quantidade de animais, mate animais com chifres, de preferência viados, cervos, renas e gezelas, tipo, os mais saltitantes!!!! Nem o greenpeace se importa!!!! Nem o bom velhinho!!!!!! Ninguém!!!!!!
Pensamento aleatórios #2

Deixei para pensar sobre tudo aquilo quando achei que estivesse mais calmo. Sabe, a gente sempre acha que tem tempo e que as coisas não são tão definitivas. Pelo menos eu cometi o erro de achar. Pensei tarde de mais. Quando pensei, descobri que estava apenas pensando no que podia e não podia ter sido o que não foi. Enfim, pensei demais sobre pensar.