segunda-feira, março 03, 2008

Pensamento aleatórios #2

Deixei para pensar sobre tudo aquilo quando achei que estivesse mais calmo. Sabe, a gente sempre acha que tem tempo e que as coisas não são tão definitivas. Pelo menos eu cometi o erro de achar. Pensei tarde de mais. Quando pensei, descobri que estava apenas pensando no que podia e não podia ter sido o que não foi. Enfim, pensei demais sobre pensar.

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Como disse Tim Maia, acho que somos como um papel a girar e girar no embriagante suspiro do vento.

Acho que nessa vida a única coisa que parece certa, única, eterna e imutável é aquilo que nasce dentro da gente, que faz tudo parecer apenas o resto, que faz do mundo inteiro apenas como o quarto ao lado, e que sem saber explicar chamamos de "amor".

sexta-feira, maio 25, 2007

Esse foi um e-mail que eu mandei para o meu irmão Guilherme na manhã do dia seguinte do jogo - eu diria batalha - contra o Defensor, onde o Imortal mostrou quem é o real defensor de um objetivo.

Resolvi postar o e-mail pq quando conversava ontem de noite com o Vinícius, um pouco antes de começar o show do Feijoada Completa - grupo do Luis Arnaldo -, ele me comentou sobre o que escreveu no blog dele e eu comentei sobre esse texto, dai ele perguntou pq eu não havia postado.


Segue o texto:

Havia uma tensão no ar que volta e meio era quebrada por um grito. Num campo de batalha pronto para o combate já é possível ouvir o tilintar do metal e os gritos de fúria e dor. A platéia agitada. Olhos desorientados procuravam todos os cantos por nada. Faltam somente 30 minutos agora. Todos irão dormir hoje, mas ninguém acredita que exista sono tranqüilo com uma tragédia.

Três homens de preto percorrem o campo para se certificar de que tudo está em ordem. O campo do Imortal está impecável. O palco espera uma tragédia ou uma comédia.

Foi quando aconteceu o esperado. Dos céus uma música ancestral chamou todos os espectadores a cantar em uni som um grito de guerra enquanto os combatentes entravam em campo correndo como se aquela corrida tivesse começado meses antes e a força ainda explodia no coração de cada um - e provavelmente é assim.

Sajá! Sajá! Sajá! Patrício! Patrício! Patrício! William! William! William!
Lúcio! Lúcio! Lúcio! Teço! Teço! Teço! Gavilan! Gavilan! Gavilan! Sandeu!
Sandro! Sandro! Carlos! Carlos! Carlos! Tuta! Tuta! Tuta! Amoroso! Amoroso!
Amoroso! - gritou uma nação que molhou o campo com sangue e suor!

Os adversários entram em campo violentamente afrontados por milhares de pessoas! Cada um deles pode sentir no seu interior que para todos ali seria questão de vida ou morte. Suas muralhas de concentração e motivação são devastadas pelos gritos espumantes de cada um dos endiabrados seres azuis que pulam ao redor do campo. Eles são vencidos pela torcida. Estão sem apoio e sem confiança.

A batalha começa. Foram 90 minutos onde aquele time que parecia vencedor no primeiro jogo não conseguiu erguer a cabeça e jogar. A massa tricolor encheu os ouvidos e o campo do Monumental. Aos 9 minutos Sandro lança um canhão direto para o gol! A bola é defendida, mas foi como um aviso. Tuta ainda desperdiça dois de cabeça. Está perto. Eis que o Pensador gremista tem a sua chance em uma falta de fora da área. A bola está longe, mas a patada é pesada. O chute sai com tanto veneno que passa por todos na defesa, bate no chão, engana Martín e beija a rede! Os gritos vêm da alma azul que rodeia o espetáculo!

1 X 0.

O segundo tempo seria o para o segundo, já que não tinha mais tempo para nada. Mas foi a vez da grandeza interior falar mais alto. O rebote é do Sandro, ele vê Teço livre e coloca nos pés dele com perfeição para que o zagueiro queime a rede mais uma vez.

2 X 0.

Chegou o segundo tempo. Está tudo igual. Foi um tempo de muita pressão, mas nada para o Imortal pode ser fácil. Tem que ser heróico. Épico! E foi quando chegou a hora dos pênaltis. As duas primeiras cobranças desperdiçadas do adversário e todas revertidas do Imortal deixaram Ramón, a bola, o goleiro e o gol para decidir tudo.

Silêncio devastador.

O Olímpico está gelado e ofegante.

Torcedores de joelhos, sentados, rezando ou com os olhos fixos na bola.

O juiz apita.

Ramón se afasta. Se prepara. TUDO depende somente dele. Todos os outros fizeram a sua parte. Falta apenas aquele chute. Só um chute certo, Ramón!!

Ele corre. A chuteira encosta na bola que parte em desespero para a meta.

A euforia é incontrolável quando mais uma vez a bola deita onde é a sua casa - nas redes de qualquer adversário do IMORTAL TRICOLOR.

O Grêmio parte mais forte do que nunca para as semi-finais e com fome de peixe.

Hoje, dia após a batalha, na coluna do Sant'Anna apenas uma frase está escrita repetidas vezes até preencher o seu espaço no jornal - IMORTAL TRICOLOR.

Nada mais precisa ser dito.

sexta-feira, maio 04, 2007

Para mim deu:

Obi-Wan Kenobi
With the prowess of a seasoned samurai and the wisdom of a wizard, you try to do the sort of things that root out evil.

"The Force can have a strong influence on the weak-minded."



TESTE:

Which Fantasy/SciFi Character Are You?

CONTOS DA GAVETA

- Detroit 3, chamando! Detroit 3, chamando!

Apenas estática vinha do fone daquele obsoleto telefone vermelho. Contudo, tinha a sua importância, uma vez que era a única peça decorativa e o único meio de comunicação com o mundo que havia dentro daquela sala.

O homem que segurava o telefone permanecia imóvel. Seu terno azul-cinza deixava claro os dias que acompanhava aquele cansado corpo. Cada canto da sala permanecia em quase total silêncio, apenas interrompido pelas baforadas de cigarro, os altos gritos desesperados emitidos ao telefone e pelo zumbido de de dois grande tubos de lâmpadas fluorescentes.

Finalmente, como um boxeador nocauteado a mão que segurava o aparelho encontrou o gancho e colocou um fim à estática. Agora, apenas as baforadas e o zumbido estagnavam o ambiente.

Foi a vez de outro objeto da sala - que, sem contar com uma cadeira de metal, era o último objeto a ser descrito na narrativa dos acontecimentos desta data - a ser foco da atenção do único ser ainda vivo daquela sala: uma escrivaninha.

Uma das gavetas foi aberta. De dentro foi tirado um pequeno frasco contendo uma solução aquosa levemente alaranjada. O cigarro foi ao chão e um sapato terminou o serviço de aniquilá-lo. O frasco foi aberto e a solução escorregou levemente pela garganta do seu portador, que, por sua vez, deixou cair o frasco, sentou flacidamente na cadeira e lá ficou com o corpo completamente solto e com o olhos arregalados encarando o teto.

quarta-feira, abril 25, 2007

Saturnino era de touro. Também gostava de não fazer nada. Mas isso não valia de nada para o dia-a-dia dele, pois o mundo é um espelho inverso e fazer nada só pode aos domingos e alguns feriados.

Saturnino era de touro. Também gostava de não fazer nada. Mas isso não valia de nada para o dia-a-dia dele, pois o mundo é um espelho inverso e fazer nada só pode aos domingos e alguns feriados.

Saturnino era de touro. Também gostava de não fazer nada. Mas isso não valia de nada para o dia-a-dia dele, pois o mundo é um espelho inverso e fazer nada só pode aos domingos e alguns feriados.

Saturnino era de touro. Também gostava de não fazer nada. Mas isso não valia de nada para o dia-a-dia dele, pois o mundo é um espelho inverso e fazer nada só pode aos domingos e alguns feriados.

Saturnino era de touro. Também gostava de não fazer nada. Mas isso não valia de nada para o dia-a-dia dele, pois o mundo é um espelho inverso e fazer nada só pode aos domingos e alguns feriados.

Saturnino era de touro. Também gostava de não fazer nada. Mas isso não valia de nada para o dia-a-dia dele, pois o mundo é um espelho inverso e fazer nada só pode aos domingos e alguns feriados.

Saturnino era de touro. Também gostava de não fazer nada. Mas isso não valia de nada para o dia-a-dia dele, pois o mundo é um espelho inverso e fazer nada só pode aos domingos e alguns feriados.

Saturnino era de touro. Também gostava de não fazer nada. Mas isso não valia de nada para o dia-a-dia dele, pois o mundo é um espelho inverso e fazer nada só pode aos domingos e alguns feriados.

Saturinino era de touro, mas isso não importa mais, pois o nada que Saturnino gostava de fazer fez com que ele fizesse a mesma coisa todos os dias, mesmo sem gostar.

terça-feira, abril 17, 2007

"Vamos começar colocando um ponto final. Pelo menos já é um sinal de que tudo na vida tem fim." - Paulinho Moska

terça-feira, abril 10, 2007

Gostaria de fazer alguns apontamentos que me parecem mais do que necessários. Praticamente uma obrigação!



sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Um ensaio sobre a genialidade

Antes de escrever qualquer coisa sobre este assunto e ser taxado de pretencioso ou arrogante, digo que escrevo a minha opinião. Nada mais e nada menos. Não é onipotente e muito menos uma verdade absoluta, mesmo porque tal coisa não existe - isso é outro assunto.

A genialidade normalmente é descrita por feitos humanos inusitados e originais. Normalmente. Algo prodigioso pode ser considerado genial - e deve. Mas o genial não se detém somente a feitos únicos e revolucionários.

Existe a genialidade mais banal, não pela simplicidade, mas pela cotidiana presença. Acho totalmente genial aqueles que conseguem ver tudo de forma única. Ver uma árvore não como uma árvore mas como aquela árvore ou ver um cachorro como aquele cachorro, e em cada uma dessas situações saber que aquilo é único. Sei que esse tipo de discurso facilmente veste a camiseta de lugar comum como "a vida é genial", mas eu não falo da vida, falo em ver a vida. Olhar e ver. Yussuf, antigamente chamado de Cat Stevens, diz "eu olho e eu vejo", ou seja, eu olho uma casa e eu vejo o que é uma casa - o que é para mim, o que pode ser para quem vive nela, o que virá a ser para seus futuros moradores e demolidores, o que será ali e se será. Muitas vezes esses pensamentos não vão tão longe, mas dar um passo na imaginação é também permitir ver o mundo sempre como é e como pode ser. Ninguém vive no mesmo mundo. A aparente inutilidade de um bando de formigas na grama é igualmente genial quanto anos de pesquisa pelo mapeamento completo do Genoma Humano. Tudo depende de quão genial nós nos permitimos olhar e ver.
As vezes eu tenho a nítida sensação de que todas as palavras tem vida própria. Vida não seria a melhor palavra. Vida tem o escritor e suas experiências. Vida tem o leitor e seu deleite. Já as palavras não tem esse tipo de vida. São, assim como os vírus, vivas e mortas.

Quem escreve esta infectado com palavras. Em uma crise de gripe silábica, ele escreve textos ou até mesmo um livro. Aqueles que vivem escrevendo são pobres doentes terminais, fadados a passar sua existência entre duas linhas.

As palavras são vírus que não possuem cura. Quando não estamos sofrendo de seus efeitos maléficos apenas não escrevemos. Quem sabe escrevemos algo por mero instinto hipocondríaco, mas isso não é um efeito claro das palavras.

Quando somos afetados pelos seus efeitos sentimos na hora que elas estão vivas. Que não depende de nós decidir se isso ou aquilo será escrito. Quiçá escolheremos o título dessa febre. As vezes somos acordados para ajeitar as palavras entre si para que não briguem com impiedosos golpes gramaticais. Mas a verdade é que no turbilhão da febre sentimos um calor que vem de dentro e se converte em energia para mover rapidamente nossos dedos, sem fala na velocidade do mundo - ah! A velocidade do mundo - que sem mais nem menos pára e fica num canto perdido. Apenas as palavras andam e nos deixam como espectadores.

Nos momentos de febre, o mundo mais parece o quarto ao lado.

Sei de loucos que voluntariamente se deixam infectar cada vez mais por este mal, lendo livros com milhões de manifestações de outros infectados.