quarta-feira, abril 25, 2007

Saturnino era de touro. Também gostava de não fazer nada. Mas isso não valia de nada para o dia-a-dia dele, pois o mundo é um espelho inverso e fazer nada só pode aos domingos e alguns feriados.

Saturnino era de touro. Também gostava de não fazer nada. Mas isso não valia de nada para o dia-a-dia dele, pois o mundo é um espelho inverso e fazer nada só pode aos domingos e alguns feriados.

Saturnino era de touro. Também gostava de não fazer nada. Mas isso não valia de nada para o dia-a-dia dele, pois o mundo é um espelho inverso e fazer nada só pode aos domingos e alguns feriados.

Saturnino era de touro. Também gostava de não fazer nada. Mas isso não valia de nada para o dia-a-dia dele, pois o mundo é um espelho inverso e fazer nada só pode aos domingos e alguns feriados.

Saturnino era de touro. Também gostava de não fazer nada. Mas isso não valia de nada para o dia-a-dia dele, pois o mundo é um espelho inverso e fazer nada só pode aos domingos e alguns feriados.

Saturnino era de touro. Também gostava de não fazer nada. Mas isso não valia de nada para o dia-a-dia dele, pois o mundo é um espelho inverso e fazer nada só pode aos domingos e alguns feriados.

Saturnino era de touro. Também gostava de não fazer nada. Mas isso não valia de nada para o dia-a-dia dele, pois o mundo é um espelho inverso e fazer nada só pode aos domingos e alguns feriados.

Saturnino era de touro. Também gostava de não fazer nada. Mas isso não valia de nada para o dia-a-dia dele, pois o mundo é um espelho inverso e fazer nada só pode aos domingos e alguns feriados.

Saturinino era de touro, mas isso não importa mais, pois o nada que Saturnino gostava de fazer fez com que ele fizesse a mesma coisa todos os dias, mesmo sem gostar.

terça-feira, abril 17, 2007

"Vamos começar colocando um ponto final. Pelo menos já é um sinal de que tudo na vida tem fim." - Paulinho Moska

terça-feira, abril 10, 2007

Gostaria de fazer alguns apontamentos que me parecem mais do que necessários. Praticamente uma obrigação!



sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Um ensaio sobre a genialidade

Antes de escrever qualquer coisa sobre este assunto e ser taxado de pretencioso ou arrogante, digo que escrevo a minha opinião. Nada mais e nada menos. Não é onipotente e muito menos uma verdade absoluta, mesmo porque tal coisa não existe - isso é outro assunto.

A genialidade normalmente é descrita por feitos humanos inusitados e originais. Normalmente. Algo prodigioso pode ser considerado genial - e deve. Mas o genial não se detém somente a feitos únicos e revolucionários.

Existe a genialidade mais banal, não pela simplicidade, mas pela cotidiana presença. Acho totalmente genial aqueles que conseguem ver tudo de forma única. Ver uma árvore não como uma árvore mas como aquela árvore ou ver um cachorro como aquele cachorro, e em cada uma dessas situações saber que aquilo é único. Sei que esse tipo de discurso facilmente veste a camiseta de lugar comum como "a vida é genial", mas eu não falo da vida, falo em ver a vida. Olhar e ver. Yussuf, antigamente chamado de Cat Stevens, diz "eu olho e eu vejo", ou seja, eu olho uma casa e eu vejo o que é uma casa - o que é para mim, o que pode ser para quem vive nela, o que virá a ser para seus futuros moradores e demolidores, o que será ali e se será. Muitas vezes esses pensamentos não vão tão longe, mas dar um passo na imaginação é também permitir ver o mundo sempre como é e como pode ser. Ninguém vive no mesmo mundo. A aparente inutilidade de um bando de formigas na grama é igualmente genial quanto anos de pesquisa pelo mapeamento completo do Genoma Humano. Tudo depende de quão genial nós nos permitimos olhar e ver.
As vezes eu tenho a nítida sensação de que todas as palavras tem vida própria. Vida não seria a melhor palavra. Vida tem o escritor e suas experiências. Vida tem o leitor e seu deleite. Já as palavras não tem esse tipo de vida. São, assim como os vírus, vivas e mortas.

Quem escreve esta infectado com palavras. Em uma crise de gripe silábica, ele escreve textos ou até mesmo um livro. Aqueles que vivem escrevendo são pobres doentes terminais, fadados a passar sua existência entre duas linhas.

As palavras são vírus que não possuem cura. Quando não estamos sofrendo de seus efeitos maléficos apenas não escrevemos. Quem sabe escrevemos algo por mero instinto hipocondríaco, mas isso não é um efeito claro das palavras.

Quando somos afetados pelos seus efeitos sentimos na hora que elas estão vivas. Que não depende de nós decidir se isso ou aquilo será escrito. Quiçá escolheremos o título dessa febre. As vezes somos acordados para ajeitar as palavras entre si para que não briguem com impiedosos golpes gramaticais. Mas a verdade é que no turbilhão da febre sentimos um calor que vem de dentro e se converte em energia para mover rapidamente nossos dedos, sem fala na velocidade do mundo - ah! A velocidade do mundo - que sem mais nem menos pára e fica num canto perdido. Apenas as palavras andam e nos deixam como espectadores.

Nos momentos de febre, o mundo mais parece o quarto ao lado.

Sei de loucos que voluntariamente se deixam infectar cada vez mais por este mal, lendo livros com milhões de manifestações de outros infectados.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Tuta Maravilha! Nós gostamos de você!

Tu-tu-tu-tu! Tuta!

Tuta Maravilha! Faz mais um pra gente ver!

Tu-tu-tu-tu! Tuta!

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Após anos de clausura domiciliar, tendo suas horas divididas entre livro, poucas refeições e cochilos, ele finalmente sentiu que sua epopéia chegara ao final. Tudo estava pronto. Ele finalmente poderia colocar o seu plano em prática.

Desculpa se não apresentei nosso herói já na primeira linha. Não poderia o fazer sem antes dizer o que ele fazia com o Sol e com a Lua. Falar da família dele muito pouco diria. Amigo - nenhum. Inimigos - afinal, quem realmente sabe quais são nossos inimigos? Muitas vezes somos nós mesmos. Apenas um nome - Lápis.

Lápis abriu a porta de seu apartamento que dava para um beco por volta das 10h da manhã. Apesar da chuva, tinha um forte sol. Efeito muito estranho esse, mas Lápis já sabia que estaria assim. Tudo havia sido programado. Andou até a esquina, passando por um fétido latão de lixo, uma montanha assustadora de sucata e algumas robustas portas de ferro pintadas das mais diversas cores. Nada novo. Ele já sabia de tudo isso.

Chegando na esquina, ele, sem hesitar, olhou para cima, para a esquerda, andou para a direita e quase esbarrou em um hidrante que havia ali. Anos e anos de estudo e não havia previsto o hidrante. Tudo poderia dar certo, mas nada seria perfeito, pois ele quase esbarrou no hidrante. Pensou que anos após a conclusão do seu plano, enquanto estivesse sentado no seu trono de pão-de-mel no topo do monte de marshmellow, muitos dirão que ele havia feito o quase impossível! Algo incrível! Majestoso! Mas! Havia o hidrante. "Realmente ele era humano, pois esqueceu do hidrante", dirão.

Lápis viu que ainda não era a hora. Devia rever todos os seus planos. O lago Machachuta deveria esperar. Um suspiro. Girou nos calcanhares e retornou para o seu apartamento.

domingo, outubro 01, 2006

Olhando da sacada do meu apartamento eu vi o que provavelmente é o quadro da relação dos homens com o seu sentimentalismo repreendido.

Não posso expressar em palavras o que vi. Então, peço que converse com a sua imaginação e crie o quadro e escolha os personagens com base na minha parca descrição.

DESCRIÇÃO

"Um casal de aproximadamente 25 anos andando pela rua. Ele acabou de estacionar o carro pensando em não errar, pois, afinal de contas, o homem não pode ser "barbeiro". Saindo do carro, ele provavelmente fez um gesto sério de aceitação para o guardador de carro como se isso fosse mudar a postura estática do mesmo no retorno do casal. Ela segura o seu casaco no mais fiel estilo das gueixas japonesas. Ele a abraça pela cintura enquanto ela foca no horizonte perdido dos pensamentos dela. Ele tenta procurar esse horizonte mesmo sabendo que o mesmo não existe além das fronteiras dela. Eis que acontece o fato. Aquele fato que diz tudo sobre o que está acontecendo. Ele beija a bochecha dela, e ela guarda esse beijo para ela e deixa uma lacuna nesta frase. Ambos continuam caminhando. Ele com o sentimento da demonstração de afeto que fez, e ela com o seu horizonte."


Os homens não demonstram afeto. Elas sim. Mas quando estão nessa situação eles acabam demonstrando dessa forma. E elas, sabendo disso, sabem também que o retorno desse afeto o colocará de volta ao podium da relação. Eles conquistam a direção, a cultura, os amigos, a iniciativa (nem sempre), a postura social, mas elas - Ah! Elas... - o conquistam simplesmente por eles não serem seguros o suficiente para serem sentimentais. Um homem só tem uma mulher quando ele aceita que não a tem.

Ou não.

sexta-feira, julho 14, 2006

Prefácio de um sorriso

Vi uma gota de chuva abraçada na janela do meu quarto hoje de manhã. Não sei ao certo por que a notei, mas notei. Talvez as longas horas sem dormir tenham feito isso comigo. Provavelmente foram. Mas sei que fiquei olhando aquela gota começar a esboçar seus primeiros brilhos, enquanto o pontual Sol levantava seu inquisitor olho sobre todos os corpos noturnos que renegaram o subconciente e beijaram a noite. No entanto, era exatamente o mesmo brilho que a matava lentamente. E aquela gota desapareceu diante dos meus olhos, deixando apenas um ponto invisível no vidro que meus olhos cuidaram para não perder. Pisquei e não existia mais.

Nesse momento, percebi que a beleza do que vi ou senti poderia desaparecer ou evaporar, mas no exato momento que meu coração desse atenção a isso eu estaria totalmente embriagado por essa beleza, que estaria eternizada em cada gota do que sou.

Uma leve contração da minha boca me lembrou do porquê de não ter dormido.

quinta-feira, junho 22, 2006

CIDADÃO DO MUNDO! NUNCA SE ESQUEÇAM DOS SAPATOS QUE JÁ CALÇASTES!