quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Post dedicado à sinergia não-cíclica existente entre um poste e um carro.

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Antes de ler esse post, veja o seguinte link:
SETE

Viu? Mesmo? Tá bom... Pode ler agora.


Estava chovendo no dia em que Carlinhos recebeu aquele e-mail. Era um e-mail diferente dos que costumava receber, ele era de alguém. Ela se chamava Sete. Nome estranho, pensou Carlinhos, mas, ele pensou "eu me chamo Carlos Nadalberto, isso sim é estranho".

No e-mail Sete falou rapidamente sobre ela. Disse que era fotógrafa. Disse também que queria conhecer ele melhor. Isso foi o suficiente para fazer Carlos clicar no link que dizia em letras garrafais "clique aqui para me conhecer".

Quando a nova página do mozilla firefox (mais seguro que internet explorer) abriu, Carlos viu uma tela semelhante a um bate-papo privado. No canto esquerdo ele viu o desenho de uma mulher muito bonita, o que o fez pensar que era alguma caricatura.

Não preciso dizer que o nosso herói estava suando de nervosismo! Estava para acontecer algo inédito na vida de Carlos Nadalberto: ele iria falar com uma mulher bonita. Foi quando ele pensou "tenho que agir diferente, tenho que ser malandro", e assim o fez. Pena que ele não sabia de tudo sobre sua nova musa e paixão.

Antes de expor o diálogo, lembro que o interlocutor Eu é referente ao nosso herói, Carlinhos.

O Diálogo:

Você: tu curte um role de mano?
SeteZoom: Você não imagina como! É o trabalho mais legal que eu já tive
Você: mas isso não é trabalho, é festa.
SeteZoom: Não fique esperando o melhor emprego. Quem realmente quer trabalhar, começa agora.
Você: porra!!! eu não tô falando de trabalho!!
SeteZoom: Eu também :-)
Você: como não?!
SeteZoom: Estranha? Por que achou?
Você: mulher, o que tu bebeu?!
SeteZoom: Eu gosto de uma cervejinha com a turma, mas nada de excessos. Tenho medo de perder o controle das minhas habilidades.
Você: e o que isso tem a ver com o que a gente tá falando?! Na verdade, o que qualquer coisa que tu disse tem a ver!?
SeteZoom: Nada, tô surtando aqui dentro de casa... não falo coisa com coisa, tô agoniada hoje. Queria sair...
Você: Pô! Tô vendo! Tu presa em casa é uma ameaça à sociedade!
SeteZoom: Sociedade é um maravilhoso organismo vivo e dinâmico, sempre se modificando com o tempo, sempre nos trazendo surpresas e novidades. As pessoas, os indivíduos, são os mais importantes de uma sociedade.
Você: Meu Deus do céu!!! O que é isso? Te cordena...
SeteZoom: Isso o quê?
Você: tu tá bêbada, né?
SeteZoom: Não bebo em serviço - : )- Dá justa causa!
Você: Perae! Qual o lunático que te empregou?!
SeteZoom: Não fique esperando o melhor emprego. Quem realmente quer trabalhar, começa agora.
Você: tu já disse isso...
SeteZoom: Só para reforçar.
Você: Vai reforçar na casa do caral...
SeteZoom: Sabendo os segredos dos nativos, dá pra encontrar coisas num preço bom até.
Você: que nativo o que, mulher?! De onde tu tira isso?!
SeteZoom: Procura direito que uma hora você encontra.
Você: encontro o que? Nativos?
SeteZoom: Encontros ao acaso são os melhores. Nossas vidas estão cheias de coincidências.
Você: Então, tu tá querendo me dizer que encontrar um nativo ao acaso é um dos melhores encontros?
SeteZoom: Eu creio que não, né!!
Você: mas tu acabou de dizer que sim!
SeteZoom: Eu é que pergunto
Você: tu que pergunta o que?
SeteZoom: Tenho certeza que tenho mais perguntas do que você. Desde que descobri essa minha condição..
Você: Nossa!!! Tu é doente! Bah! O que eu tô fazendo falando contigo ainda?!
SeteZoom: Tô ajeitando o site... tô de bóbi, na verdade, querendo bater papo.
Você: esse site com certeza vai ficar "super" bom...
SeteZoom: Isso é, com certeza.
Você: afff...
SeteZoom: Espere um pouco... estamos conversando mas ainda não sei o seu nome.
Qual é o seu nome?
Você: nem vai saber! Fui!
SeteZoom: É. Nunca se sabe.
Você: freak!!!!
SeteZoom: Espere um pouco... estamos conversando mas ainda não sei o seu nome.
Qual é o seu nome?
Você: ?!
SeteZoom: Pequena interrupção: me sugere um som pra eu colocar aqui no player, vai?
Você: fuuuuuuuuuiiiiiiii
SeteZoom: Fica mais um pouco , Fui !

segunda-feira, dezembro 26, 2005



E o mago vestindo uma capa de veludo verde levantou o seu cajado ao céu de modo que a luz que emanava da enorme pedra vermelha fixada numa das extremedidades daquele bastão disputasse com a forte claridade do Sol.
Após alguns momentos de forte tensão no ar, ouviu-se um estrondo e "puf"! Quatro anos haviam passado.

quarta-feira, setembro 14, 2005

terça-feira, setembro 06, 2005

Houve dois sons que ele claramente ouviu naquele momento e que ficaram fixados na sua mente assim como o forte odor de pólvora e sangue.

O primeiro, ele acredita não ter escutado de fato. Foi mais um som perdido no seu inconsciente de alguma voz do passado que lhe dizia para pegar a bola. Som estranho, ele pensou. Era o som de uma criança de aproximadamente cinco anos de idade que, com um vasto sorriso e muita energia no corpo gritava "pega a bola". Mas havia mais alguma coisa que essa criança dizia. Alguma coisa que ele não se lembrava. Na verdade, essa era uma das muitas coisas que ele já havia esquecido. Era difícil lembrar de todas essas pedras depois de tudo que aconteceu. Seria quase impossível.

O segundo som, ele tinha clara certeza de ter escutado. Disso ele não tinha dúvida. Uma das poucas coisas que ele tinha certeza. Era um som distorcido. Pareciam dois sons unidos por um infeliz instante. Um parecia ser de uma explosão seca, como um berro feito com a boca bem aberta onde todo o ar dos pulmões rapidamente sai pela boca num período inferior a um segundo. Já o segundo, correspondia a um som oco que foi escutado por ele mais pela vibração do seu crânio do que pelo encontro de ondas sonoras com o seu tímpano, como foi o caso da primeira parte desse som.

Pensando nesses sons, ele sentiu algo quente escorrer pelo seu corpo enquanto o resto dele congelava. Sua visão pesou como nunca havia pesado. Ele pensou na ironia do momento: depois de tantos anos, tantos amores, tantas dores, tantos dias e noites e tantos tantos, a única coisa que ele pensava era em dormir. Mas ele sabia que não podia. Suas pernas cederam e seus joelhos encontraram o chão. "Só mais alguns minutos e eu estarei novo em folha", ele pensou. Claro, ele só precisava descansar. Só mais cinco minutos.

Ao olhar para a sua mão direita ele notou que a mesma estava vermelha, assim como o resto do seu corpo. Mas o que será? Ele sabia. Era óbvio. Ele sabia que havia procurado isso. Como ele pode pensar que depois de tudo que ele fez isso não aconteceria? Todos pensam que são super-homens até se encontrar com suas fraqueza. Do outro lado da rua um homem segurava o instrumento "musical" responsável pelo segundo som, e, então, ele entende perfeitamente tal som. Parte dele foi o disparo da arma que aquele homem segurava e a outra parte foi o encontro do projétil com o seu crânio. Simples. Ele se sentiu estranhamente tranqüilizado por um instante. Sentiu-se como quando lembramos de um nome que parece estar tão próximo que não nos lembramos.

Uma mão encontrou a calçada.

"Droga... Minha roupa nova", pensou. Ele sempre se achou um materialista miserável. Era o final perfeito para uma vida medíocre. É, estava tudo bem. Ia dar tudo certo. Ele merecia aquilo. Nem era tão ruim. Como diz o ditado, merda acontece. Ele até teve vontade de rir! Na verdade, ele sorriu com metade da boca, mesmo sendo difícil de identificar aquela expressão na sua face semiparalizada e embotada de sangue, mas ele riu e jurou olhar nos olhos do "músico" do outro lado da rua.

Foi quando de repente ele se lembrou do primeiro som. Aquele som voltou mais forte do que qualquer coisa. Mais forte do que as sirenes. Mais forte do que o grito de uma mulher que saiu correndo. Mais forte que qualquer som. Aquele som entrou na sua cabeça mais fundo que a bala .357. Ele lembrava o que faltava no som, aquela frase incompleta. Pega a bola... Mas na sua cabeça a frase havia se completado! Finalmente.

Ele juntou suas últimas forças como um mendigo. Encheu o que pode seus pulmões de ar. Aquele odor de sangue e pólvora lhe surtiam um efeito embriagante. Num único espasmo, o ar correu pela sua garganta amargada por cigarros e bebidas e, ao entrar em contato com as suas pregas vocais, a palavra "papai" foi emitida. Ninguém escutou. Já não ouvia mais. Mas sabia que havia dito.

Seus lábios encontraram o asfalto. Ele o beijou com a boca aberta, olhos abertos e o selo desse romance foi colorido de vermelho.

Por um instante ele se arrependeu. Mas, quem se importa?

sexta-feira, agosto 12, 2005

A cada passo que dava naquela rua, ele pensava em todos os passos que ainda iria dar na sua vida. Quais seriam os passos do dia seguinte? E o que mais o assustava: como serão esses passos? Serão firmes e confiantes? Ou incertos? Única resposta que ele tinha: boa pergunta.
Após alguns passos, ele já havia parado de pensar nisso. Viu mais a frente uma bituca de cigarro acesa. Acertou o passo, mirou e pisou em cima da bituca que imediatamente parou de exalar aquela fumaça espessa e fedorenta. Com desdém ele torceu o pé e por um segundo se sentiu pisando no vício que tentava largar.
Foi que de repente um questionamento lhe veio sem avisar como o telefone tocando quando se está no banho: e os passos que já dei? Tem tantas coisas que ele gostaria de ter feito diferente, mas mesmo assim fica feliz de não poder mudar. O nada que ele fez hoje é o tudo que ele tem.
E foi essa questão que o fez coçar o queixo, chutar a bituca, pensar num amigo que a muito não via e seguir pensando nos passos que ainda dará.

sexta-feira, julho 29, 2005

Acho que as mães são seres tão irritantes pelo fato de serem os únicos seres na face da terra que são brutalmente sinceras com seus filhos.

segunda-feira, julho 25, 2005

Começa hoje a série "Conclusões lógicas" por Lourenço Torresini!
(platéia vazia onde uma bola de feno calmamente passa arrastada pela fria e cortante brisa)

"Se mais gente lesse esse blog, ele teria mais leitores."
bah...

sábado, julho 23, 2005

O PIOR DO BRASIL É O BRASILEIRO.

Não deixe-se enganar.