"Imperdível!" - Jornal do Comércio
"Simplismente o melhor." - Revista Corte e Costura
"Oito pilhas por um real." - Camelô da rua da Praia
Lonely Astronaut
Agradecimentos a Joseph Peter, the Wally.
quinta-feira, novembro 18, 2004
quinta-feira, novembro 11, 2004
O bêbado e o equilibrista
Caíííííía... A taarde feeeitummm viiiiiiiaduuuuuutu
Iu bêbadu trajando luuutu miiiiii leembrouuu Carliiiiiiiiiitus
A luuuaa, tau quau a dona do bordel
Pedia a cada estrela friiia
Um briiiiilhu diaaaa luuuu guéllll
I núvens, lá nu matA-borrão du céu
Chupavam manchas tOrturadas, quiiiii suuuufooocoooo
LOOOuucoo, u bêeebadoo com chapéuu cocô
Fazia irreverências miil pra noite du braaa siiiil
Meeeeeeuuuuuu Braaaasiiiilll
Qui sonha com a volta do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu num rabo de fogueeeete
Chora a nossa pátria, mãe gentiiiiil
Choram Marias e Clariciiis nuuuu soluu duuu Braaasiiil
Mas seeeeeeeeeeeeei quiuma dor assim pungeente
Não há dii ser inutilmenti, a esperaaança
Dança na corda bamba di sombrinha
E em cada passo dessa liiiiinha podii siii maaaaaachuuuuuuuucaaaaaaar
Azaaaar, a esperança equilibriiiiiista
Sabe que o show de todo artiiiiiiiista
Tem que contiiiiiiiiiiiiiiiiinuuuuuuuuuuuuuuaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaar...
Caíííííía... A taarde feeeitummm viiiiiiiaduuuuuutu
Iu bêbadu trajando luuutu miiiiii leembrouuu Carliiiiiiiiiitus
A luuuaa, tau quau a dona do bordel
Pedia a cada estrela friiia
Um briiiiilhu diaaaa luuuu guéllll
I núvens, lá nu matA-borrão du céu
Chupavam manchas tOrturadas, quiiiii suuuufooocoooo
LOOOuucoo, u bêeebadoo com chapéuu cocô
Fazia irreverências miil pra noite du braaa siiiil
Meeeeeeuuuuuu Braaaasiiiilll
Qui sonha com a volta do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu num rabo de fogueeeete
Chora a nossa pátria, mãe gentiiiiil
Choram Marias e Clariciiis nuuuu soluu duuu Braaasiiil
Mas seeeeeeeeeeeeei quiuma dor assim pungeente
Não há dii ser inutilmenti, a esperaaança
Dança na corda bamba di sombrinha
E em cada passo dessa liiiiinha podii siii maaaaaachuuuuuuuucaaaaaaar
Azaaaar, a esperança equilibriiiiiista
Sabe que o show de todo artiiiiiiiista
Tem que contiiiiiiiiiiiiiiiiinuuuuuuuuuuuuuuaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaar...
terça-feira, novembro 09, 2004
EL MAMUT
Acho que todo mundo já viu, mas vale a pena relembrar. E quem não viu, poderá ver um dos flashes mais hilário que existem.
E agora, a pior continuação(provavelmente criado por outros caras) já feito na história da humanidade, depois de Stargate 2:
EL MAMUT 2
Acho que todo mundo já viu, mas vale a pena relembrar. E quem não viu, poderá ver um dos flashes mais hilário que existem.
E agora, a pior continuação(provavelmente criado por outros caras) já feito na história da humanidade, depois de Stargate 2:
EL MAMUT 2
terça-feira, outubro 26, 2004
7:12am
Há café, há leite
há saudade, hão idéias
Na espera para usar o banheiro, escutando música no seu computador, ela pensa sobre o que há de ser se for para ser. Será que deve haver o ser após a existência do talvez? Um minuto de reflexão. Conclusão: nem ela mesma entendeu a natureza desta questão.
O banheiro desocupou. Não há mais café, não há mais leite, só há cotidiano. E com essa paródia de Chico Buarque é que ele, outrora ela, vai para o dia.
Há café, há leite
há saudade, hão idéias
Na espera para usar o banheiro, escutando música no seu computador, ela pensa sobre o que há de ser se for para ser. Será que deve haver o ser após a existência do talvez? Um minuto de reflexão. Conclusão: nem ela mesma entendeu a natureza desta questão.
O banheiro desocupou. Não há mais café, não há mais leite, só há cotidiano. E com essa paródia de Chico Buarque é que ele, outrora ela, vai para o dia.
domingo, outubro 03, 2004
Vonstrouisk Mestrusk Rebertus
12 diks osctrubs sest 2004
Nil dis, irh comans ust cauffs iek kuass. Er straunus comns teits forken lakrus enst vreissper der caindeitur. Kreis treink urka maurkin dust traimps.
Irh treismin mors mausknifasst iek. Sauris ust mausknifasst ek naigels irsha aiterdauss. Ust greits mauds, ust greits segauls.
12 diks osctrubs sest 2004
Nil dis, irh comans ust cauffs iek kuass. Er straunus comns teits forken lakrus enst vreissper der caindeitur. Kreis treink urka maurkin dust traimps.
Irh treismin mors mausknifasst iek. Sauris ust mausknifasst ek naigels irsha aiterdauss. Ust greits mauds, ust greits segauls.
quarta-feira, setembro 29, 2004
segunda-feira, setembro 27, 2004
A senhora argumenta com um leve olhar de desconsolo:
- Ah, minha filha, Três Passos é uma cidade tão bonita! Ainda mais na mocidade.
A garota, sem jeito, responde:
- Não conheço, mas tenho que ir para Carazinho mesmo...
Nesse instante esse diálogo já havia despertado a avariada atenção do auxiliar de rodoviária e alguns ouvidos atentos e curiosos.
A senhora retruca:
- Mas te garanto que Três Passos ia agradar-lhe. E uma moça tão bonita com certeza ia fazer muito sucesso por lá.
A senhora sorria enquanto a garota fica levemente vermelha de vergonha, que, provavelmente só foi notado por ela mesma.
A garota tenta mudar de assunto:
- A senhora conhece Carazinho?
A senhora responde:
- Sim! Muito já fui para lá! Tenho uma irmã que mora lá, digo, tinha. Ela faleceu há uns anos. Muito triste...
Houve um momento incrivelmente longo de reflexão tendo em vista que só durou poucos segundos, que foi interrompido por um apressado passageiro que passou por elas para guardar a sua mala.
A senhora volta a olhar para a garota e retoma a "venda" de Três Passos:
- Neste fim de semana teremos um festival muito conhecido em Três Passos, o Blumenfest! Uma alegria para a cidade e um deleite para a juventude! Irias te divertir muito por lá!
A garota abre a boca para falar alguma coisa quando é interrompida pelas maravilhas de Três Passos relatadas por aquela irrevogável fã da terceira idade:
- Ah! Que cidade maravilhosa! Meu falecido marido amava aquela cidade como eu! Nossa rua, nossa casa, nossos amigos, enfim, Três Passos é a nossa terra e família! Passei dois dias aqui em Porto Alegre e não vejo a hora de voltar! Só me acalmo quando entro em casa e tomo um chá de camomila, claro, a que eu planto no meu quintal...
O relato da senhora é tão apaixonado e cativante que a garota prefere achar um novo meio de se fazer entender:
- Deve ser ótimo! Mas mesmo se eu fosse para lá, eu não tenho parentes e nenhum lugar para ficar lá. Tem algum hotel?
A velha senhora responde muito atenciosa:
- Imagina! Ninguém deve ir à Três Passos para ficar em qualquer hotel! Podes ser minha hóspede!
Realmente não tinha como se fazer entender. Aquela senhora estava determinada. Última tentativa:
- Que isso! Não poderia abusar da sua boa vontade!
- Sem problemas! Seria um prazer! - Disse a senhora.
- Mesmo?
- Claro! Vou lhe levar à festa! Vais adorar! Tenho uma neta que deve ter a sua idade.
- Bom, nesse caso... Moço, é para Três Passos.
- Ah, minha filha, Três Passos é uma cidade tão bonita! Ainda mais na mocidade.
A garota, sem jeito, responde:
- Não conheço, mas tenho que ir para Carazinho mesmo...
Nesse instante esse diálogo já havia despertado a avariada atenção do auxiliar de rodoviária e alguns ouvidos atentos e curiosos.
A senhora retruca:
- Mas te garanto que Três Passos ia agradar-lhe. E uma moça tão bonita com certeza ia fazer muito sucesso por lá.
A senhora sorria enquanto a garota fica levemente vermelha de vergonha, que, provavelmente só foi notado por ela mesma.
A garota tenta mudar de assunto:
- A senhora conhece Carazinho?
A senhora responde:
- Sim! Muito já fui para lá! Tenho uma irmã que mora lá, digo, tinha. Ela faleceu há uns anos. Muito triste...
Houve um momento incrivelmente longo de reflexão tendo em vista que só durou poucos segundos, que foi interrompido por um apressado passageiro que passou por elas para guardar a sua mala.
A senhora volta a olhar para a garota e retoma a "venda" de Três Passos:
- Neste fim de semana teremos um festival muito conhecido em Três Passos, o Blumenfest! Uma alegria para a cidade e um deleite para a juventude! Irias te divertir muito por lá!
A garota abre a boca para falar alguma coisa quando é interrompida pelas maravilhas de Três Passos relatadas por aquela irrevogável fã da terceira idade:
- Ah! Que cidade maravilhosa! Meu falecido marido amava aquela cidade como eu! Nossa rua, nossa casa, nossos amigos, enfim, Três Passos é a nossa terra e família! Passei dois dias aqui em Porto Alegre e não vejo a hora de voltar! Só me acalmo quando entro em casa e tomo um chá de camomila, claro, a que eu planto no meu quintal...
O relato da senhora é tão apaixonado e cativante que a garota prefere achar um novo meio de se fazer entender:
- Deve ser ótimo! Mas mesmo se eu fosse para lá, eu não tenho parentes e nenhum lugar para ficar lá. Tem algum hotel?
A velha senhora responde muito atenciosa:
- Imagina! Ninguém deve ir à Três Passos para ficar em qualquer hotel! Podes ser minha hóspede!
Realmente não tinha como se fazer entender. Aquela senhora estava determinada. Última tentativa:
- Que isso! Não poderia abusar da sua boa vontade!
- Sem problemas! Seria um prazer! - Disse a senhora.
- Mesmo?
- Claro! Vou lhe levar à festa! Vais adorar! Tenho uma neta que deve ter a sua idade.
- Bom, nesse caso... Moço, é para Três Passos.
terça-feira, setembro 21, 2004
Após um movimentado fim de semana, ela espera para guardar a sua mala no bagajeiro do ônibus Porto Alegre/Três Passos via Carazinho para voltar para a sua casa. A sua frente uma senhora aprentando uns 65 anos, mas é difícil dizer, uma vez que a vida se prontifíca de dar a cara à idade de cada um.
Guardando as malas estava o auxiliar de rodoviário: um homem de 20 e poucos anos, pele escura, rosto cansado e humor desgastado, afinal, eram 22:30 de um feriado.
Ele pergunta para a senhor:
- Três Passos?
E a senhora responde com muito amor à terra:
- Sim, Três Passos.
Após isso, o auxiliar pergunta para a garota:
- Três Passos?
Ao qual ela responde sem muita expressão:
- Não, Carazinho.
Eis que a senhora olha para tráz e, com um rosto surpreso, diz:
- Não vai para Três Passos?
E é nesses momentos que a vida deixa de ser uma televisão, para ser um teatro.
A garota deixa escapar um pequeno sorriso e responde:
- Não, vou para Carazinho.
to be continued...
Guardando as malas estava o auxiliar de rodoviário: um homem de 20 e poucos anos, pele escura, rosto cansado e humor desgastado, afinal, eram 22:30 de um feriado.
Ele pergunta para a senhor:
- Três Passos?
E a senhora responde com muito amor à terra:
- Sim, Três Passos.
Após isso, o auxiliar pergunta para a garota:
- Três Passos?
Ao qual ela responde sem muita expressão:
- Não, Carazinho.
Eis que a senhora olha para tráz e, com um rosto surpreso, diz:
- Não vai para Três Passos?
E é nesses momentos que a vida deixa de ser uma televisão, para ser um teatro.
A garota deixa escapar um pequeno sorriso e responde:
- Não, vou para Carazinho.
to be continued...
quinta-feira, setembro 16, 2004
Ele nunca entendeu direito o que significava aquela história da galinha e do ovo. Era tudo tão banal. Para ele não importava quem tinha vindo primeiro, que diferença fazia isso? Qual a moral dessa pergunta? Ela tem resposta? Essas eram as perguntas que ele não tinha resposta. Dia e noite ele pensava, pensava e nada de chegar a uma conclusão.
Apesar de achar irrelevante tal questionamento, ele o respeitava, pois diziam que era filosofia oriental. Ele sabia que só podia ser coisa de algum velho de olho puxado que fuma um cachimbo longo e fino.
Fez pesquisas. Desenvolveu teses em sua cabeça que cada vez mais fica cheia de perguntas. Até leu em um livro que não existe evolução hereditária em animais formados, apenas nos em formação, então tinha que ter sido o ovo. Só podia ser o ovo. Mas pq ainda se perguntavam isso? Por que era legal? Cult?
Ele chegou a uma conclusão de que isso era mais uma pergunta com resposta que se mantinha devido ao vínculo com a tão famosa e respeitada filosofia oriental, e, com certeza, aquele velho que fuma cachimbo fez uma pergunta incrivelmente filosófica, mas foi só para a sua época? Conclui que muitas das perguntas que são feitas tem resposta, que muitos sonhos são reais e que a verdade é mascarada de realidade pelos olhos humanos.
Mas não foi essa conclusão que lhe fez sentar e tomar um café sozinho. Foi o fato de que ele passou anos se questionando sobre o ovo e galinha, e chegou a uma resposta teórica que podia ter chegado nos primeiro instantes em que começou a pensar sobre o assunto. Uma pergunta simples fez dele alguém mais crítico, mais sábio e mais ignorante ao mesmo tempo. Será que era viável se perguntar pensando em achar uma resposta, ou seria mais sensato se perguntar pensando que pode não haver uma só resposta, que nem tudo é teórico?
Após uma pausa, ele pensou mais. E mais. E outra pergunta lhe ocorreu: vi que a resposta nem sempre é a conclusão, mas o caminho. Então, o que veio primeiro: a luz ou a iluminação?
E ele se sentou de novo e pensou, pensou e ainda pensa.
Apesar de achar irrelevante tal questionamento, ele o respeitava, pois diziam que era filosofia oriental. Ele sabia que só podia ser coisa de algum velho de olho puxado que fuma um cachimbo longo e fino.
Fez pesquisas. Desenvolveu teses em sua cabeça que cada vez mais fica cheia de perguntas. Até leu em um livro que não existe evolução hereditária em animais formados, apenas nos em formação, então tinha que ter sido o ovo. Só podia ser o ovo. Mas pq ainda se perguntavam isso? Por que era legal? Cult?
Ele chegou a uma conclusão de que isso era mais uma pergunta com resposta que se mantinha devido ao vínculo com a tão famosa e respeitada filosofia oriental, e, com certeza, aquele velho que fuma cachimbo fez uma pergunta incrivelmente filosófica, mas foi só para a sua época? Conclui que muitas das perguntas que são feitas tem resposta, que muitos sonhos são reais e que a verdade é mascarada de realidade pelos olhos humanos.
Mas não foi essa conclusão que lhe fez sentar e tomar um café sozinho. Foi o fato de que ele passou anos se questionando sobre o ovo e galinha, e chegou a uma resposta teórica que podia ter chegado nos primeiro instantes em que começou a pensar sobre o assunto. Uma pergunta simples fez dele alguém mais crítico, mais sábio e mais ignorante ao mesmo tempo. Será que era viável se perguntar pensando em achar uma resposta, ou seria mais sensato se perguntar pensando que pode não haver uma só resposta, que nem tudo é teórico?
Após uma pausa, ele pensou mais. E mais. E outra pergunta lhe ocorreu: vi que a resposta nem sempre é a conclusão, mas o caminho. Então, o que veio primeiro: a luz ou a iluminação?
E ele se sentou de novo e pensou, pensou e ainda pensa.
domingo, setembro 12, 2004
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