quarta-feira, março 13, 2013
terça-feira, dezembro 18, 2012
Carta ao Ano
Sr. 2013,
Somos imperfeitos e esforçados.
Na maioria dos casos, não fazemos a mínima ideia do que estamos fazendo, queremos ou pensamos. Somos assim mesmo: imperfeitamente confusos. Muito irmãos seus tentaram nos ajudar a chegar ao um consenso sobre alguns assuntos bobos, que para nós é tão importante. Qual time é melhor? Qual a cor do verão? O que fica melhor com bolacha salgada? Até questões mais simples nós nos perdemos – ainda discutimos se existe ou não um Deus. É, somos imperfeitamente bobos.
Não existe estado de ser tão desorientado e desesperado que o estado de ser humano. Tentamos a todo o custo termos certezas. Pequenas e grandes certezas são a maior riqueza que procuramos. Essa certeza toma formas infantis e bizarras. Juntamos uma porção de pedaços de papel para termos a certeza de que poderemos comprar aquilo que hoje não queremos, mas vai que dá vontade. Passamos horas e horas em salas exercitando o corpo além da saúde para termos certeza de que o nosso corpo será desejado e invejado. Somos realmente muito tolos.
O fato é que somos muito bons em sermos desorientados e desesperados. Somos tão bom nisso que podemos afirmar que somos os melhores!
Então, 2013, nos receba de braços abertos! Prometemos sermos igualmente perfeitamente desorientados e desesperados como sempre fomos. Atingiremos todas as expectativas, desde que elas sejam similares a preparar delicados drinks dentro de um avião em forte turbulência.
Com muito carinho,
Ser “desorientado e desesperado” humano.
Somos imperfeitos e esforçados.
Na maioria dos casos, não fazemos a mínima ideia do que estamos fazendo, queremos ou pensamos. Somos assim mesmo: imperfeitamente confusos. Muito irmãos seus tentaram nos ajudar a chegar ao um consenso sobre alguns assuntos bobos, que para nós é tão importante. Qual time é melhor? Qual a cor do verão? O que fica melhor com bolacha salgada? Até questões mais simples nós nos perdemos – ainda discutimos se existe ou não um Deus. É, somos imperfeitamente bobos.
Não existe estado de ser tão desorientado e desesperado que o estado de ser humano. Tentamos a todo o custo termos certezas. Pequenas e grandes certezas são a maior riqueza que procuramos. Essa certeza toma formas infantis e bizarras. Juntamos uma porção de pedaços de papel para termos a certeza de que poderemos comprar aquilo que hoje não queremos, mas vai que dá vontade. Passamos horas e horas em salas exercitando o corpo além da saúde para termos certeza de que o nosso corpo será desejado e invejado. Somos realmente muito tolos.
O fato é que somos muito bons em sermos desorientados e desesperados. Somos tão bom nisso que podemos afirmar que somos os melhores!
Então, 2013, nos receba de braços abertos! Prometemos sermos igualmente perfeitamente desorientados e desesperados como sempre fomos. Atingiremos todas as expectativas, desde que elas sejam similares a preparar delicados drinks dentro de um avião em forte turbulência.
Com muito carinho,
Ser “desorientado e desesperado” humano.
quinta-feira, agosto 02, 2012
Foda-se a rua, se ela só existe se estiver no Google Maps.
Foda-se a piada, se ela só é contada por twits.
Foda-se a caminhada, se ela for um check-in.
Fodam-se os amigos, se eles são perfis no facebook.
Fodam-se os bons momentos, se eles só servem como fotos no Instagram.
Foda-se a vida, se ela só acontece no modem.
Foda-se esse texto, se ele for só virtual.
terça-feira, julho 31, 2012
quinta-feira, abril 05, 2012
Trecho de "O Livro que não foi escrito".
CENA: Dremodèr está no jardim de inverno de seu palacete, sentando em sua cadeira de balanço apreciando seu cachimbo. Bugzy está trabalhando no jardim. Dremodèr faz um comentário debochado sobre o medo da população local do bosque que circunda o lado Whintör e se estende pelo fale ao sul.
“Brumas, meu senhor, brumas”, disse o velho torto que pairava pelas redondezas de meu castelo como um odor fétido de visitas inconvenientes. Num pulo levantei de minha poltrona, e ajeitando meu cachimbo falei em tom dominical “bobagem, Bugzy. Seus afazeres são mais pertinentes nesses tempos imprevisíveis do que dar nomes para devaneios de peões.” Senti nos olhos de Bugzy o peso do labor esmagando suas alegrias de pessoa pequena. Bugzy era um bom empregado. Sonhador demais para quem tem por vida uma enxada.
CENA: Dremodèr está no jardim de inverno de seu palacete, sentando em sua cadeira de balanço apreciando seu cachimbo. Bugzy está trabalhando no jardim. Dremodèr faz um comentário debochado sobre o medo da população local do bosque que circunda o lado Whintör e se estende pelo fale ao sul.
“Brumas, meu senhor, brumas”, disse o velho torto que pairava pelas redondezas de meu castelo como um odor fétido de visitas inconvenientes. Num pulo levantei de minha poltrona, e ajeitando meu cachimbo falei em tom dominical “bobagem, Bugzy. Seus afazeres são mais pertinentes nesses tempos imprevisíveis do que dar nomes para devaneios de peões.” Senti nos olhos de Bugzy o peso do labor esmagando suas alegrias de pessoa pequena. Bugzy era um bom empregado. Sonhador demais para quem tem por vida uma enxada.
quinta-feira, março 29, 2012
O pão branco
O pão branco é uma das grandes maravilhas do mundo moderno. Provavelmente é a maior invenção de todos os tempos. Acompanhado de qualquer condimento, ele se apresenta como o par perfeito para os sabores do mundo. Se o mundo fosse uma estrada, o pão branco certamente seria um metro para todos os sabores.
Não importa o que for, se colocar isso em uma pão branco é comprovado que teremos uma significativa melhoria no sabor. Alguns alimentos são desenvolvidos para o pão branco. Por exemplo, a manteiga é apresentada em qualquer propaganda como uma mera coadjuvante do nosso querido pão branco, vestindo-o com seu espeço terno de gordura hidrogenada.
Outro exemplo de acompanhante culinário do pão branco, que acredito ser unânime até entre os mais fervorosos oposicionista de tudo e todos, é a salsicha. Peço com esmero aos libertinos e pensadores avoados que não levem seu locutor para um lado pejorativo, mas de fato a salsicha foi desenvolvi para o perfeito encaixe no pão branco quando em forma de pão francês (para os meus conterrâneos, o cassetinho). Nada mais perfeito que uma salsicha em um pão branco. De todas as combinações existentes, essa certamente se destaca como a mais perfeita. Podemos acrescentar inúmeros elementos de apoio, mas o valoroso pão branco e a salsicha é o todo elementar da questão.
Não se engane, caro leitor, a salsicha sozinha é salsicha, enquanto o pão branco é um mundo de oportunidade de perfeitas combinações.
O pão branco é uma das grandes maravilhas do mundo moderno. Provavelmente é a maior invenção de todos os tempos. Acompanhado de qualquer condimento, ele se apresenta como o par perfeito para os sabores do mundo. Se o mundo fosse uma estrada, o pão branco certamente seria um metro para todos os sabores.
Não importa o que for, se colocar isso em uma pão branco é comprovado que teremos uma significativa melhoria no sabor. Alguns alimentos são desenvolvidos para o pão branco. Por exemplo, a manteiga é apresentada em qualquer propaganda como uma mera coadjuvante do nosso querido pão branco, vestindo-o com seu espeço terno de gordura hidrogenada.
Outro exemplo de acompanhante culinário do pão branco, que acredito ser unânime até entre os mais fervorosos oposicionista de tudo e todos, é a salsicha. Peço com esmero aos libertinos e pensadores avoados que não levem seu locutor para um lado pejorativo, mas de fato a salsicha foi desenvolvi para o perfeito encaixe no pão branco quando em forma de pão francês (para os meus conterrâneos, o cassetinho). Nada mais perfeito que uma salsicha em um pão branco. De todas as combinações existentes, essa certamente se destaca como a mais perfeita. Podemos acrescentar inúmeros elementos de apoio, mas o valoroso pão branco e a salsicha é o todo elementar da questão.
Não se engane, caro leitor, a salsicha sozinha é salsicha, enquanto o pão branco é um mundo de oportunidade de perfeitas combinações.
segunda-feira, dezembro 12, 2011
Meneco é chutado da cama pontualmente ás 6h da manhã. Parece que o dia olha para ele com desaprovação logo antes de escovar os dentes. O motorista também foi chutado da cama e também foi reprovado pelo dia. São iguais, mas tão diferentes se Maneco se não chegar a tempo na parada. João, no seu ônibus, não quer saber de Manecos, Zecas, Irenes e Janainas. João tem o Seu Itinerário com um olho grande nas suas ações. Corre, João, corre.
terça-feira, outubro 18, 2011
Recebi esse e-mail hoje do meu pai. Encaminhar e-mails não é algo que ele faz, mas começa dizendo: "filhos, leiam que é interessante."
Segue...
Antonio Barreto
Cordel que deixou Rede Globo e Pedro Bial indignados
Antonio Barreto nasceu nas caatingas do sertão baiano, Santa Bárbara/Bahia-Brasil.
Professor, poeta e cordelista. Amante da cultura popular, dos livros, da natureza, da poesia e das pessoas que vieram ao Planeta Azul para evoluir espiritualmente.
Graduado em Letras Vernáculas e pós graduado em Psicopedagogia e Literatura Brasileira.
Seu terceiro livro de poemas, Flores de Umburana, foi publicado em dezembro de 2006 pelo Selo Letras da Bahia.
Vários trabalhos em jornais, revistas e antologias, tendo publicado aproximadamente 100 folhetos de cordel abordando temas ligados à Educação, problemas sociais, futebol, humor e pesquisa, além de vários títulos ainda inéditos.
Antonio Barreto também compõe músicas na temática regional: toadas, xotes e baiões.
Autor: Antonio Barreto, Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.
Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.
Há muito tempo não vejo
Um programa tão 'fuleiro'
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.
Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, 'zé-ninguém'
Um escravo da ilusão.
Em frente à televisão
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme 'armadilha'.
Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.
O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.
Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.
Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.
Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Da muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.
Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério - não banal.
Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.
A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os "heróis" protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.
Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.
Talvez haja objetivo
"professor", Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.
Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.
É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos "belos" na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.
Se a intenção da Globo
É de nos "emburrecer"
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.
A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.
E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.
E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.
E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.
A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.
Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.
Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?
Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal.
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal.
FIM
Segue...
Antonio Barreto
Cordel que deixou Rede Globo e Pedro Bial indignados
Antonio Barreto nasceu nas caatingas do sertão baiano, Santa Bárbara/Bahia-Brasil.
Professor, poeta e cordelista. Amante da cultura popular, dos livros, da natureza, da poesia e das pessoas que vieram ao Planeta Azul para evoluir espiritualmente.
Graduado em Letras Vernáculas e pós graduado em Psicopedagogia e Literatura Brasileira.
Seu terceiro livro de poemas, Flores de Umburana, foi publicado em dezembro de 2006 pelo Selo Letras da Bahia.
Vários trabalhos em jornais, revistas e antologias, tendo publicado aproximadamente 100 folhetos de cordel abordando temas ligados à Educação, problemas sociais, futebol, humor e pesquisa, além de vários títulos ainda inéditos.
Antonio Barreto também compõe músicas na temática regional: toadas, xotes e baiões.
Autor: Antonio Barreto, Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.
Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.
Há muito tempo não vejo
Um programa tão 'fuleiro'
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.
Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, 'zé-ninguém'
Um escravo da ilusão.
Em frente à televisão
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme 'armadilha'.
Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.
O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.
Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.
Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.
Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Da muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.
Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério - não banal.
Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.
A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os "heróis" protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.
Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.
Talvez haja objetivo
"professor", Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.
Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.
É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos "belos" na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.
Se a intenção da Globo
É de nos "emburrecer"
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.
A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.
E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.
E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.
E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.
A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.
Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.
Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?
Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal.
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal.
FIM
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